Bom pessoal, sou estudante de Agronomia e um dos temas recentemente abordados na faculdade é a respeito da indústria Brasileira de fertilizantes. Nota-se que houve um grande declínio da produção nacional de fertilizantes se comparado ao consumo, ou seja, o Brasil deixou de ser um exportador de fertilizantes para ser um importador. E isso vem ocorrendo desde os anos 80 e se acentuando nos dias atuais.
Um dos grandes desafios da indústria brasileira é a produção eficiente de macronutrientes como Nitrogênio, fósforo, potássio (que é praticamente todo oriundo de importação) e enxofre, com mais investimentos e técnicas que gastem menos.
Isso não quer dizer que a produção diminuiu, pelo contrário! A produção nacional aumentou, mas o consumo e a importação são bem mais expressivos, de acordo com a reportagem do GloboRural, mostrada a seguir:
De acordo com a ANDA - Associação Nacional para Difusão
de Adubos, nos últimos 10 anos, a produção de fertilizantes
expandiu 35,5%, migrando de 7,25 mil toneladas em 1998 para 9,81 mil toneladas
em 2007, enquanto as entregas ao consumidor final cresceram 67,8%, de
14,67 mil toneladas para 24,61 mil toneladas. Por sua vez, as importações
de nutrientes e fertilizantes tiveram crescimento ainda mais expressivo,
de 140,5%, totalizando 17,52 mil toneladas em 2007 ante as 7,28 mil toneladas
de 1998. --> Disponível em: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1690696-2454,00.html
Percebe-se que o gargalo disso tudo é a melhor exploração das reservas como as fosfatadas e a obtenção de novas reservas, como para o potássio, evitando assim, o risco de faltar insumos no futuro devido à essa dependência das importações. É um caso a se pensar...